domingo, 26 de outubro de 2008

Sopro


Cinzas caem na minha pele
seu perfume penetra nos meus dedos
por mais que eu lave
isso não sai.

Não sinto mais forças
meus pulmões esgotados
com a melhor cor do mundo

A cada sopro eu fico sozinho
Demorei em notar você
demorei em ter você na minha vida

Eu vejo você sempre de porta
em porta eu espero pacientemente
por sua felicidade.

O que foi aquilo tudo?
Mas a cada sopro..
Eu fico mais distante de você.


De: Jorge Reis

Um comentário:

M. A. Cartágenes disse...

Passarei a vir mais vezes aqui!
Lindo texto meu véi, de verdade, temos algo em comum!

Paz.