quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Chambre


Todo quarto em chamas
Uma sombra sobre a cama
Preso por algum tempo
Fica difícil respirar

Sentado no centro
Ainda consigo pensar
Quando perco minha mente
Já tentei voltar
Tentei abri a porta
Bati duas vezes


É inútil, estou gostando.


Jorge Reis.

domingo, 26 de outubro de 2008

Sopro


Cinzas caem na minha pele
seu perfume penetra nos meus dedos
por mais que eu lave
isso não sai.

Não sinto mais forças
meus pulmões esgotados
com a melhor cor do mundo

A cada sopro eu fico sozinho
Demorei em notar você
demorei em ter você na minha vida

Eu vejo você sempre de porta
em porta eu espero pacientemente
por sua felicidade.

O que foi aquilo tudo?
Mas a cada sopro..
Eu fico mais distante de você.


De: Jorge Reis

terça-feira, 15 de julho de 2008

Gotas do tempo.



Olá?
Quanto tempo que não venho aqui.
Mas consigo lembrar
Tudo está bem?
Esse branco te conforta? traz lembranças


Adorava minhas manhãs passadas aqui
O que passava por aqui?
O tempo talvez?


Você pode ir...
Mas não me abandone
Procure ao seu redor
Talvez eu tenha queimado,
Mas ainda guardo isso comigo..

Os sorrisos que oferece
Tudo que sua vida será um dia

Tudo isso me levou até aqui
Agora eu pego a sua mão
E ninguém vai fechar seus olhos



Jorge Reis.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Lune de Rêves

Lament de Kemmótar.
Lune de Rêves .
Parte 4.

Dos grandes salões de ouro,
dos grandes arcos e das árvores de prata,
Onde era sua melhor época
Ali fica
Marcada em ótima vida sem preocupações
Cheia de amor por grandes paredes onde a vida,
Ancalimë conheceu por um quintal em forma de floresta
cercada por guardiões, onde o perigo não existia, de seu pai
rei onde o ouro e a prata, a beleza herdará, assim como suas irmãs
Ancalimë tinha tudo ..

Aos olhos de seu pai, Ancalimë era o bem mais precioso
de onde menestréis tiraram as mais belas canções
Um novo servo, não um bardo, mas
um homem vagante com todo seu amor posto ali ..

Por um ano Kemmótar foi seu servo. Das noites na qual conseguia ver
sua mais amada poesia... Assim o tempo e sua amizade
Kemmótar conquistou.

-Por mais que eu corra nunca cansarei, por mais que eu grite minha
voz não falhará, por entre essas árvores meu espírito vaga.. Nas noites
em que o medo me acompanha .. Aqui onde eu conheci. -suavemente cantou Ancalimë.
-Perdido, eu vinha ...por canções alegres me distraía, até o ponto
em que meu coração de amor encheu-se, e todo peso da viagem da minha vida,
das minhas costas caíram. -disse ele.
-E então fiz um trato com você
Ao eterno meu coração seria seu, a única em que
eu não me sentiria perdido.

Ancalimë pensou. E disse
-Se me juras isso é porque me ama. Mesmo com a mente
confusa isso não pode passar da noite?
-Então é meu sonho? Perguntou Kemmótar
-Sim, um bom sonho. Respondeu Ancalimë com um beijo.

Talvez em sonhos, uma amarga chuva
Sob o véu que oculta nossa lua
Eu sinto sua respiração.
E em sonhos ... sentirei novamente.


De: Jorge Reis

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Lune illuminée


Lament de Kemmótar.

Lune illuminée.
Parte 3.

Da antiga floresta onde
os sonhos dos homens ainda permanecem..
em tempos passados

De onde a vida regular
me levou ... por largos passos
doce melodia cantava ..

E eis que Ancalimë estava
caminhando a sua frente
no momento em que toda sua
magoa acabou ..

Observou em silêncio
do modo como sorria..
do modo como caminhava..
por entre camélias e estrelas..

E então desejou ficar ali
eternamente observando..
Todos os sonhos..
Pairando sobre a noite
dançavam..

Por medo de que ela
desaparecesse.. gritou:
- Iluminada!
Então ela voltou para ele e sorriu..
- E por que me chama por este nome?
- Porque de todas as noites
em que caminhei.. o céu nunca esteve tão claro e
cheio, o vento nunca cantou tão bela melodia ,as estrelas
observam, e a lua iluminada por ti chora..

Então a donzela se voltou dizendo:
- De encantos da noite ... o meu não seria o suficiente
onde meus medos não me seguem.. e meu pensamento é livre..

Por um momento Ancalimë suspirou..
Ela olhou ..sorriu e então
do mesmo modo como apareceu
ela retornou.

Desde o primeiro momento e diante
Como o primeiro encontro..
Meu coração estava sempre voltado para ela.


De: Jorge Reis para: Ítala.

domingo, 9 de março de 2008

De Ancalimë


Lament de Kemmótar.

De Ancalimë.(Iluminada)
Parte 2


Da antiga noite
se fez esse canto
antes das sombras se deitarem

Por leves trilhas
seu canto ecoava..
Entre árvores você dançava

Dos tempos antigos
quando a lua de ti
tinha inveja ...

Por dias em que a noite
te reverenciava..
Sobre o morno manto azul
os longos cabelos negros.

Tão bela donzela ..
quando o sol jovem e
a lua nova..

Um céu de estrelas ..
Claro e doce como sua pele
Seu riso alegre ..
Donzela Ancalimë

Quando o vento
empurra seu perfume
Em sua diadema ..onde
as estrelas que caem
ali ficam ..

Onde seu maior encanto
Meus sonhos eternos
se tornam realidade.



De: Jorge Reis

domingo, 2 de março de 2008

Lament de Kemmótar


Lament de Kemmótar
Parte 1.


Em sonhos...
posso ouvir seu nome

Eu posso me guiar na
escuridão .. ouvindo
sua voz..

Se não confia em nada...
Quando não tiver mais volta.

Confiarei em você ..

Belo... os dias
em que sua voz canta
sobre minha mente.

Aquilo que me prende no passado
Eu gostaria que pudesse mantê-lo próximo..
Mesmo em sombras..

O que levou a deixar?
Aquilo que mais amo?

Mesmo que meu coração
caia na escuridão..
confiarei em você.. no seu amor.


Por:Jorge Reis.